Pais são multados após bebê ser levada de moto no “canguru” em Itajaí
Um registro inusitado nas ruas de Itajaí gerou forte repercussão nesta terça-feira (16). Um vídeo publicado no Instagram mostra duas pessoas em uma motoneta transportando um bebê preso às costas em um “canguru” no bairro São Vicente. A cena, que rapidamente viralizou, dividiu opiniões: enquanto muitos se revoltaram, outros chegaram a normalizar a prática nos … Ler mais
Por Equipe Jornal Razão·16 set 2025·4 min de leitura·Atualizado há 11 meses
Foto: Reprodução
Publicidade
Um registro inusitado nas ruas de Itajaí gerou forte repercussão nesta terça-feira (16). Um vídeo publicado no Instagram mostra duas pessoas em uma motoneta transportando um bebê preso às costas em um “canguru” no bairro São Vicente. A cena, que rapidamente viralizou, dividiu opiniões: enquanto muitos se revoltaram, outros chegaram a normalizar a prática nos comentários.
Nos registros, é possível perceber o risco extremo a que a criança foi exposta. Comentários indignados classificaram o ato como “absurdo”, “irresponsabilidade” e até pediram a atuação do Conselho Tutelar. “Isso me embrulha o estômago! Nada justifica essa falta de cuidado com o bebê”, escreveu uma internauta. Outros, no entanto, relativizaram, dizendo que “muitos fariam o mesmo” diante da falta de recursos para manter um carro.
Publicidade
Diante da repercussão, a Coordenadoria de Trânsito de Itajaí (Codetran) confirmou ter tomado conhecimento do caso e reforçou que a prática é proibida pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que veta o transporte de crianças menores de 10 anos em motocicletas e exige o uso de capacete.
A Codetran destacou ainda que esse tipo de ocorrência tem crescido na cidade. Entre janeiro e setembro de 2025 já foram aplicados 127 autos de infração relacionados ao transporte irregular de crianças, contra 46 no mesmo período do ano anterior.
O órgão reforçou que mantém fiscalizações e campanhas educativas, mas lembra que a prioridade deve ser sempre a vida. Além das sanções previstas no CTB, o Conselho Tutelar também poderá atuar em casos semelhantes.