“Negra suja”: mulher denuncia racismo e suspeito é preso em flagrante em Tubarão
Aline afirma que foi chamada de “macaca” e “negra suja” após se aproximar de uma ocorrência no Centro. O suspeito foi detido pela Guarda Municipal.
Por Equipe Jornal Razão·15 jul 2026·4 min de leitura·Atualizado há 1 mês
Foto: Reprodução
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Uma mulher identificada como Aline afirma ter sido vítima de uma sequência de ofensas racistas no Centro de Tubarão. O caso aconteceu na tarde de terça, dia 14, e terminou com a prisão em flagrante de um homem em situação de rua.
Em relato enviado ao Jornal Razão, Aline contestou informações divulgadas inicialmente de que as ofensas teriam sido dirigidas contra uma servidora da Secretaria de Assistência Social, Mulher e Família. Segundo ela, os ataques foram direcionados contra a própria comerciante.
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Aline contou que trabalhava no comércio quando percebeu uma movimentação e decidiu verificar o que estava acontecendo. Outras pessoas também teriam se aproximado do local.
“Na hora que ele me viu, viu a cor da minha pele. Ali ele começou a desferir o racismo dele”, relatou.
Conforme Aline, o homem passou a chamá-la de “negra”, “macaca” e “negra suja”. Ele também teria afirmado que pessoas negras deveriam limpar banheiros.
“Falou que negros têm que limpar banheiro, que a gente é sujo. Me chamou de macaca. Foi horrível, gente. Foi bem triste mesmo”, declarou.
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A mulher também afirma ter sido alvo de uma ofensa relacionada à sua suposta orientação sexual. Segundo ela, o suspeito não a conhecia e não sabia qualquer informação sobre sua vida pessoal.
A Guarda Municipal de Tubarão foi acionada e localizou o homem pouco depois. Conforme as informações divulgadas sobre a ocorrência, ele teria resistido à abordagem, sendo necessário o uso proporcional da força para contê-lo.
O suspeito sofreu escoriações durante a abordagem e recebeu atendimento no Hospital Nossa Senhora da Conceição. Depois, foi encaminhado à Central de Plantão Policial junto com a vítima.
O homem foi preso em flagrante por injúria racial. O caso ficou sob responsabilidade da Polícia Civil, que dará continuidade aos procedimentos e deverá apurar todas as circunstâncias. A versão apresentada pelo suspeito não foi divulgada.