“Cansei dessa porcaria!”: adolescentes largam 150 vapes após aula em escola de SC
Vídeo gerou revolta nas redes sociais, mas relatos de testemunhas indicam que a reação da PM pode ter sido motivada por resistência dos abordados e infrações cometidas no local
Por Equipe Jornal Razão·15 jul 2025·4 min de leitura·Atualizado há 1 ano
Foto: Reprodução
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Uma iniciativa de professores de Química e Biologia em uma escola estadual de Massaranduba, no Norte de Santa Catarina, chamou a atenção pela repercussão entre os próprios alunos: após palestras e atividades de conscientização sobre os perigos do uso de cigarros eletrônicos, mais de 140 dispositivos foram entregues voluntariamente pelos estudantes.
A mobilização ocorreu dentro de um projeto educativo voltado à prevenção do uso de vapes — equipamentos que, apesar de populares entre adolescentes, têm venda e consumo proibidos no Brasil, conforme determinação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Os dispositivos recolhidos foram encaminhados à Polícia Militar, que acompanhou a ação para o devido encaminhamento legal.
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Segundo os professores, o objetivo era explicar os efeitos da nicotina e das substâncias inaladas por meio desses dispositivos, especialmente em jovens em fase de desenvolvimento. “Nosso foco não foi o julgamento, mas a informação. Os alunos entenderam os riscos e tomaram a decisão de entregar o que tinham”, explicou um dos docentes envolvidos.
Estudos já comprovaram que o uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes pode causar dependência química precoce, além de afetar o sistema respiratório, provocar inflamações nas vias aéreas, reduzir a capacidade pulmonar e comprometer o funcionamento do cérebro em áreas como memória, concentração e controle emocional.
Além disso, os chamados vapes são comercializados em sabores adocicados, embalagens coloridas e com design atrativo — fatores que aumentam o apelo entre adolescentes e dificultam a identificação por pais e professores.
O Ministério da Saúde reforça que esses produtos não são regulamentados e que o uso, mesmo ocasional, representa riscos sérios à saúde. A prática, além de perigosa, se configura como infração sanitária.
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A repercussão positiva do caso de Massaranduba já inspira outras escolas da rede estadual de Santa Catarina a promoverem ações semelhantes. “O diálogo e a educação são as melhores ferramentas contra o avanço desse problema silencioso que atinge milhares de jovens no Brasil”, completou um dos organizadores.
A Polícia Militar reforça que continuará dando apoio às instituições de ensino no combate ao uso de dispositivos ilegais e que denúncias podem ser feitas de forma anônima.