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Homem mata esposa e conta com a ajuda do próprio pai para simular acidente em SC, diz polícia

Débora Ester de Biazi Dambros, de 24 anos, foi sufocada dentro de casa no dia 20 de julho; marido confessa feminicídio e revela carta assustadora com pacto para matar os filhos de 2 e 8 anos, em São Carlos. Fotos: PMRv / Arquivo Pessoal

Homem mata esposa e conta com a ajuda do próprio pai para simular acidente em SC, diz polícia
Foto: Reprodução
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O que por dias pareceu uma trágica fatalidade nas estradas do Oeste de Santa Catarina ganhou contornos de horror e revelou uma dolorosa verdade. A morte de Débora Ester de Biazi Dambros, de apenas 24 anos, até então tratada como um acidente de trânsito na rodovia SC-283, em São Carlos, foi na realidade um crime premeditado. Na manhã desta sexta-feira (31), a Polícia Civil confirmou que a jovem foi vítima de feminicídio, resultando na prisão do marido, de 30 anos, e do sogro da vítima, de 53 anos.

A reviravolta no caso ocorreu após as investigações apontarem inconsistências na cena em que o Fiat Doblò da família foi encontrado, submerso no Rio Barra Grande, em 21 de julho. Diante das provas acumuladas pelos investigadores, pai e filho acabaram confessando a participação na dinâmica que tirou a vida de Débora e tentou enganar as autoridades.

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Um crime silenciado dentro de casa

De acordo com as informações detalhadas pelo delegado responsável pelo caso, a violência não ocorreu na estrada, mas no lugar que deveria ser de proteção. Débora foi morta no dia 20 de julho, véspera do veículo ser localizado na água, dentro da residência onde morava com o companheiro. Naquele momento, as duas crianças do casal, de apenas 8 e 2 anos de idade também estavam no imóvel.

Em depoimento, o marido admitiu ter aplicado um golpe do tipo “mata-leão” na esposa, provocando a morte por sufocamento. A versão do agressor foi confirmada pelo laudo cadavérico do Instituto Médico Legal, que já havia identificado sinais claros de asfixia, divergentes do tipo de trauma comumente visto em acidentes automobilísticos de impacto ou afogamento simples.

A encenação na ponte e o plano interrompido

Após o assassinato, o homem buscou o apoio do próprio pai. Juntos, colocaram o corpo de Débora no veículo da família e dirigiram até uma ponte sobre o Rio Barra Grande, na SC-283. No local, empurraram o Fiat Doblò para dentro do leito do rio para criar a falsa narrativa de que a jovem havia perdido o controle do carro e despencado da estrutura.

Durante o cumprimento das diligências, os policiais civis também apreenderam uma carta na residência. O documento fazia menção a um suposto pacto entre o casal de que, na eventualidade de um deles falecer, os filhos seriam mortos antes de um suicídio do sobrevivente. Em interrogatório, o investigado chegou a declarar que pretendia tirar a vida dos dois meninos e se matar em seguida, um plano que acabou interrompido antes de sua execução.

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Com a prisão preventiva do marido e do sogro decretada e cumprida nesta sexta-feira, ambos permanecem à disposição da Justiça. O caso, que comoveu a região pela perda prematura de Débora, segue agora sob a formalização dos inquéritos por feminicídio, ocultação de cadáver e fraude processual.

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