“Deixa elu em paz!”: esquerda sai em defesa de “menina trans” que usa banheiro feminino em escola de SC
Segundo as alunas, a direção da escola afirmou não haver irregularidade, já que a estudante está legalmente amparada por sua identidade de gênero, com nome social feminino reconhecido em seus registros escolares.
Por Equipe Jornal Razão·29 set 2025·5 min de leitura·Atualizado há 10 meses
Foto: Reprodução
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O uso do banheiro feminino por uma estudante trans na Escola de Educação Básica Henrique Fontes, instituição cívico-militar em Tubarão (SC), provocou uma onda de reações dentro e fora da comunidade escolar. O caso foi denunciado por alunas do turno matutino, que relataram desconforto ao compartilharem o espaço com a estudante, que possui nome e registro feminino nos documentos oficiais.
Segundo as alunas, a direção da escola afirmou não haver irregularidade, já que a estudante está legalmente amparada por sua identidade de gênero, com nome social feminino reconhecido em seus registros escolares. A direção confirmou que a estudante já frequentava o turno noturno sem incidentes, e que as queixas surgiram após a mudança para o período da manhã.
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A repercussão fez com que parlamentares do Partido Liberal (PL) interviessem no caso. Júlia Zanatta (deputada federal) e Jessé Lopes (deputado estadual) enviaram assessores para visitar a escola e acompanhar a situação. A equipe chegou durante uma reunião da direção com o Núcleo de Política de Educação, Prevenção e Atendimento às Violências na Escola.
Como medida temporária para evitar mais conflitos, foi sugerido que as alunas que se sentirem desconfortáveis passem a utilizar um banheiro alternativo nos fundos da escola, priorizando, assim, o uso do banheiro feminino para a estudante trans.
A solução dividiu opiniões. Parlamentares conservadores trataram o caso como exemplo de “inversão de valores” nas escolas públicas, enquanto movimentos progressistas e organizações estudantis denunciaram suposta transfobia institucional e a exposição indevida da aluna.
A situação ganhou ainda mais repercussão após publicações de páginas regionais e comentários nas redes sociais, que geraram ataques e debates intensos. Internautas se dividiram: uns defenderam que a prioridade deve ser o bem-estar das alunas cisgênero, outros destacaram que a estudante trans tem o direito legal de utilizar o banheiro correspondente à sua identidade de gênero.
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Em resposta, o Grêmio Estudantil da escola, com apoio da Unidade Popular de Tubarão, anunciou um protesto em defesa da estudante trans para a manhã de terça-feira (30), em frente à escola. O movimento também pede apoio à deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), reconhecida pela atuação na defesa dos direitos LGBTQIA+.
“É uma garota querendo estudar com dignidade. E agora está sendo perseguida e exposta por políticos e páginas com milhares de seguidores”, afirma o vídeo de convocação que circula nas redes sociais. A gravação pede para que o conteúdo seja compartilhado e marcado nos perfis de autoridades em defesa da causa.