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Cheiro no corredor leva síndica a descobrir advogada morta há 11 dias em apartamento de Bombinhas

A.M.S., de 74 anos, foi encontrada sem vida na cama do apartamento onde morava sozinha, no bairro Bombas, depois de três dias de reclamações de moradores sobre forte odor no primeiro andar do edifício.

Cheiro no corredor leva síndica a descobrir advogada morta há 11 dias em apartamento de Bombinhas
Foto: Reprodução
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Uma advogada de 74 anos, identificada pelas iniciais A.M.S., foi encontrada morta dentro do próprio apartamento, no edifício de número 298 da Rua Beija-Flor, no bairro Bombas, em Bombinhas, nesta segunda-feira (24). O corpo estava sobre a cama, em avançado estado de decomposição, e só foi localizado depois que moradores do prédio passaram três dias reclamando de um forte odor no corredor do primeiro andar.

Natural de Giruá, no Rio Grande do Sul, ela vivia sozinha no apartamento 105. Moradores relataram à Polícia Militar que a última vez em que a advogada foi vista teria sido no dia 13 de agosto, uma quinta-feira, onze dias antes de o corpo ser encontrado.

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Três dias de reclamações no grupo do condomínio

A primeira reclamação chegou no sábado (22), quando mensagens no grupo de moradores apontaram um cheiro forte no corredor do primeiro andar. A administradora do condomínio estranhou a queixa, porque a área tinha sido limpa na sexta-feira (21) e não havia motivo aparente para o odor.

No domingo (23), o problema não só continuava como se agravou. Novas reclamações foram registradas, com moradores insistindo que o cheiro seguia concentrado no mesmo corredor, sem que ninguém conseguisse identificar de onde vinha.

Foi só nesta segunda-feira (24) que a síndica do condomínio foi até o prédio verificar pessoalmente. Percorrendo o andar, ela concluiu que o odor vinha do apartamento 105 e tentou contato com a moradora. A porta estava trancada e ninguém atendeu.

Escada na fachada e visão pela janela do quarto

Sem resposta, a síndica acionou a administradora do condomínio para que checassem a situação juntas. Com o auxílio de outros moradores, uma escada foi encostada no edifício para permitir a visualização do interior do imóvel pela janela do quarto.

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Do alto da escada, elas viram a advogada deitada sobre a cama, imóvel e com sinais de inchaço. Diante da cena, a Polícia Militar foi acionada para adotar as providências cabíveis.

Com a guarnição já no local, a administradora chamou um chaveiro para abrir a porta do apartamento. Depois da abertura, e considerando o odor e a informação de que a moradora não era vista havia dias, os policiais ingressaram no imóvel.

Dentro do apartamento, os militares localizaram a advogada sobre a cama, sem sinais aparentes de vida e em avançado estado de decomposição. No ambiente também havia restos de alimentos com bolor e diversas bitucas de cigarro próximas à cama.

Polícia Civil concluiu morte natural

A Polícia Civil compareceu ao endereço e concluiu que se tratava de morte natural, sem indício de crime. O corpo foi liberado para a família, com autorização para o acionamento do Serviço de Verificação de Óbitos (SVO), responsável por confirmar a causa da morte.

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A Polícia Militar também solicitou o comparecimento do SAMU, mas foi informada pela equipe do serviço que não haveria deslocamento para o atendimento da ocorrência.

Após as orientações aos moradores presentes, a ocorrência foi registrada em boletim e encerrada no local. O corpo foi retirado do edifício ainda nesta segunda-feira, e o caso segue agora com o SVO.

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