Armado com funda, cadeirante provoca pânico dentro de ônibus em Florianópolis
Motoristas do transporte coletivo de Florianópolis estão denunciando uma série de episódios violentos protagonizados por um passageiro cadeirante que, segundo os profissionais, já é conhecido por seu comportamento agressivo e reincidente. O caso mais recente ocorreu na quarta-feira (6), quando o homem teria utilizado um estilingue (conhecido como “funda”) para lançar pedras contra ônibus, ferindo … Ler mais
Por Equipe Jornal Razão·7 ago 2025·5 min de leitura·Atualizado há 1 ano
Foto: Reprodução
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Motoristas do transporte coletivo de Florianópolis estão denunciando uma série de episódios violentos protagonizados por um passageiro cadeirante que, segundo os profissionais, já é conhecido por seu comportamento agressivo e reincidente. O caso mais recente ocorreu na quarta-feira (6), quando o homem teria utilizado um estilingue (conhecido como “funda”) para lançar pedras contra ônibus, ferindo um motorista e quase atingindo uma criança.
O relato foi enviado por profissionais que atuam no sistema de transporte urbano da Capital e inclui vídeos e áudios descrevendo a sequência dos fatos. A identidade do suspeito não foi revelada oficialmente, mas ele seria um usuário frequente das linhas de ônibus, com direito à gratuidade por ser PCD (pessoa com deficiência).
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“Ele só tem deficiência mesmo nas pernas, porque a cabeça dele funciona, ele é folgado mesmo”, afirma um motorista em áudio enviado ao Jornal Razão. “Todos os motoristas quando veem ele já sabem que vai dar problema, mas somos obrigados a transportar.”
De acordo com os relatos, o homem teria se recusado a descer de um ônibus e passou a ofender verbalmente os passageiros. Quando finalmente desceu, ele sacou o estilingue e atirou pedras contra o veículo, atingindo o vidro da porta, onde uma mãe com uma criança estava próxima.
“A pedra estourou o vidro e um estilhaço cortou minha mão. Foi superficial, mas podia ter sido no para-brisa, com o ônibus em movimento… podia ser uma tragédia”, relatou o condutor ferido.
Logo após o primeiro ataque, o homem teria repetido o ato em outro ônibus, também jogando pedras contra a lataria do coletivo. Os motoristas acreditam que ele já havia saído de casa com a intenção de cometer o ataque.
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“Quem anda com estilingue e pedras no bolso?”, questiona um dos motoristas. “Ele se prevalece da deficiência. Já tem histórico de outros casos parecidos. Não é a primeira vez.”
Segundo os profissionais, o passageiro já tem “dois ou três boletins” registrados contra ele. Apesar disso, ele continua utilizando normalmente os coletivos e, segundo os motoristas, não recebe nenhum tipo de acompanhamento ou fiscalização.
A revolta dos trabalhadores aumenta com a sensação de impunidade. “Ele xinga idosos, crianças, passageiros. Se altera por qualquer coisa. Todo mundo tem medo de reagir porque ele é PCD e a gente acaba sendo acusado de discriminação”, explica um motorista.