Máfia dos gravatas: advogada é desmascarada como “pombo-correio” de facção criminosa em SC
Investigação cumpre mandados em Chapecó e Joinville contra profissional acusada de usar o exercício da advocacia para transmitir ordens de líderes presos às ruas. Fotos: MPSC
Por Equipe Jornal Razão·29 jul 2026·4 min de leitura·Atualizado há 22 dias
Foto: Reprodução
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Uma advogada é o principal alvo da Operação Ascot, deflagrada na manhã desta quarta-feira (29) pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). Ela é investigada por extrapolar limites éticos e legais do exercício da advocacia para atuar em benefício próprio e servir como ponte de comunicação de uma organização criminosa que opera no estado.
A ação cumpriu três mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas (VEOC). Os alvos foram o endereço da advogada, emChapecó, e a cela de um detento na Penitenciária Industrial de Joinville. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) acompanhou as diligências. Todo o material apreendido passará por perícia na Polícia Científica.
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Desdobramento de operação anterior
O caso é fruto da Operação Sodalitas Finis, deflagrada em agosto de 2023. As provas coletadas indicam que a advogada facilitava a troca de informações entre os líderes do grupo mantidos no sistema prisional e os integrantes que permanecem em liberdade, permitindo a continuidade das atividades ilícitas.
O nome “Ascot” faz referência a um modelo tradicional de nó de gravata. No jargão prisional, a palavra “gravata” é usada para indicar advogados. A escolha ironiza o uso ilícito das prerrogativas profissionais para conectar as duas pontas da facção.
Força-tarefa estadual
As investigações são conduzidas pela 39ª Promotoria de Justiça da Capital, unidade com abrangência estadual especializada em organizações criminosas, em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e o Grupo Estadual de Apoio ao Enfrentamento a Facções Criminosas (GEFAC).