A discussão sobre o preço de um corte de carne já tinha subido de tom dentro do mercado quando um dos funcionários pegou a faca usada no atendimento e seguiu o cliente até a calçada. O que começou como um desentendimento no balcão terminou com um homem ferido no meio da rua, gritando por socorro, na manhã deste domingo, 23, em Brusque.
O caso aconteceu no bairro Paquetá. Segundo relatos de pessoas que presenciaram a situação, o atrito começou no atendimento, quando o cliente fez um pedido envolvendo carne com osso e não aceitou a resposta que recebeu do funcionário sobre a condição do produto.
A partir daí, conforme as mesmas testemunhas, o cliente teria se exaltado e passado a xingar e desrespeitar o atendente. Outros funcionários do estabelecimento tentaram contornar a situação e chamaram o homem para deixar o local, sem sucesso.
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A faca do balcão
Durante a confusão, o funcionário pegou uma faca usada no próprio atendimento. A discussão, que até então estava restrita ao interior do mercado, atravessou a porta e continuou na área externa.
Imagens registradas por alguém que passava pelo local mostram um homem com a faca na mão avançando contra o outro, que tenta se desvencilhar e recua pela rua enquanto pede ajuda. A cena dura poucos segundos e termina com os dois se separando, cada um seguindo para um lado, enquanto outras pessoas gritam pedindo que a briga acabe.
Cortes e socorro
De acordo com informações apuradas junto a quem estava no local, o cliente sofreu cortes provocados pelos golpes e precisou ser atendido por uma equipe do Samu ainda nas proximidades do mercado. A extensão dos ferimentos não foi divulgada.
Até a divulgação das imagens, não havia informação sobre o acionamento de guarnição policial para a ocorrência. Nenhum dos envolvidos teve a identidade divulgada.
Casos como esse, iniciados por atrito de atendimento e agravados quando um dos lados busca um objeto cortante, costumam ser enquadrados como lesão corporal, com a definição de responsabilidade dependendo do que a investigação apontar sobre quem começou a agressão física e se houve excesso na reação.
Tanto o registro do ocorrido quanto o desdobramento na esfera policial ainda dependem de representação da vítima ou de comunicação formal do estabelecimento. O caso segue sem informação oficial das autoridades.














