Companheiro de mulher encontrada morta é denunciado por feminicídio em SC
Companheiro é denunciado por feminicídio após o corpo de Lusiane Ribeiro Borges ser encontrado amarrado em rio de Santa Cecília. Mulher estava desaparecida desde julho.
Por Equipe Jornal Razão·2 out 2025·4 min de leitura·Atualizado há 10 meses
Foto: Reprodução
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O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) apresentou denúncia contra o companheiro de Lusiane Ribeiro Borges, de 27 anos, pelo crime de feminicídio e ocultação de cadáver. A jovem estava desaparecida desde o dia 31 de julho e foi encontrada morta quase dois meses depois, no rio Correntes, em Santa Cecília.
O corpo foi localizado no dia 20 de setembro, por pescadores, envolto em um cobertor e boiando nas águas do rio. Durante as buscas, equipes utilizaram mergulhadores, cães farejadores e até equipamentos de ondas sonoras, mas sem sucesso até aquele momento.
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Investigação e prisão do suspeito
O homem, que era companheiro da vítima, foi preso preventivamente em 5 de agosto, após a polícia encontrar vestígios de sangue dentro da casa, do carro e nas roupas dele. Em depoimento, o suspeito alegou que o sangue seria resultado de uma relação sexual durante o período menstrual da jovem — versão que não convenceu os investigadores.
O promotor de Justiça Murilo Rodrigues da Rosa, responsável pela denúncia, afirma que o acusado deve ser levado a julgamento pelo Tribunal do Júri, sendo avaliado por cidadãos da própria comunidade. Segundo o Ministério Público, há fortes indícios de que o crime foi cometido mediante asfixia, o que pode agravar a pena conforme a legislação brasileira.
“A Polícia Civil vem realizando um trabalho exemplar, e o Ministério Público não medirá esforços para garantir que esse feminicídio vá a julgamento”, destacou o promotor.
Relembre o caso
Lusiane foi vista pela última vez ao retornar do trabalho, por volta das 18h30 de 31 de julho. Em casa, familiares encontraram todos os pertences da jovem, exceto o celular, o que levantou suspeitas sobre o desaparecimento.
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De acordo com o inquérito, o acusado teria tirado a vida da companheira ainda naquela noite, motivado por conflitos no relacionamento. No dia seguinte, ele teria transportado o corpo no porta-malas até a localidade de Frascaman, onde amarrou pedras nos pés da vítima antes de lançá-la no rio Correntes.
O laudo cadavérico confirmou que a morte ocorreu por asfixia, o que reforça o caráter de feminicídio. Agora, com a denúncia apresentada, o caso segue para análise judicial, e o acusado poderá responder em júri popular pelos crimes.