Catarinense cai em site fake de plano de saúde e PCSC prende quadrilha em São Paulo
Moradora catarinense pagou a mesma fatura três vezes após fraude na internet; resposta da PCSC alcançou os criminosos em solo paulista e apreendeu mais de R$ 27 mil. Fotos: PC
Por Equipe Jornal Razão·20 ago 2026·5 min de leitura·Atualizado há 58 min
Foto: Reprodução
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A resposta da Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) contra os crimes cibernéticos praticados fora do estado voltou a ser implacável. Em uma ofensiva cirúrgica deflagrada nesta quinta-feira (20), a Delegacia de Defraudações da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DD/DEIC), com o apoio essencial da Polícia Civil de São Paulo, deflagrou a Operação “Falsa Central Médica”. A ação cumpriu nove mandados de busca e apreensão nos municípios paulistas de São Paulo e Caraguatatuba, sufocando a estrutura de uma organização criminosa especializada em estelionato digital.
O enredo do golpe começou quando uma moradora catarinense buscou atendimento na internet para emitir a segunda via do boleto de seu plano de saúde nacional. Sem saber, a vítima navegou em um site clonado mantido pelos investigados, projetado especificamente para capturar e redirecionar as chamadas telefônicas dos clientes para uma central telefônica fraudulenta.
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A partir do primeiro contato, a teia da fraude se expandiu rapidamente. Acreditando estar em contato com a operadora oficial, a vítima pagou um boleto falso no valor aproximado de R$ 2 mil. Poucos minutos depois, os golpistas voltaram a ligar alegando que o pagamento havia sido estornado pelo sistema por conta de uma falha operacional.
Manipulada pelo falso senso de urgência, a moradora foi induzida a realizar mais duas transferências via Pix para “regularizar” a situação, acumulando um prejuízo total de cerca de R$ 4 mil.
O trabalho de inteligência da DEIC/SC mapeou toda a engrenagem do crime, identificando desde os operadores que atendiam as ligações até os “laranjas” responsáveis por receber e pulverizar o dinheiro em dezenas de contas bancárias.
Durante as buscas em São Paulo e no litoral paulista, os policiais apreenderam diversos celulares e mais de R$ 27 mil em espécie na casa de um dos alvos. O montante em dinheiro será objeto de pedido de vinculação judicial para garantir o ressarcimento integral do prejuízo da vítima catarinense. Os investigados agora respondem pelos crimes de estelionato qualificado pelo meio digital e associação criminosa.