“Rinha exposta”: Justiça agrava punição após descoberta de galos mutilados em SC
Justiça considerou a gravidade do caso e aumentou a pena após constatar maus-tratos e estrutura para rinhas com dezenas de animais.
Por Equipe Jornal Razão·5 mai 2026·3 min de leitura·Atualizado há 3 meses
Foto: Criada por IA
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Um cenário de sofrimento animal chocou autoridades e reforçou a gravidade de um caso julgado pela Tribunal de Justiça de Santa Catarina. Um homem teve a pena aumentada após ser condenado por maus-tratos contra galos, mantidos em condições que indicavam exploração para rinhas.
Os fatos aconteceram na região da Barra do Sambaqui, em Florianópolis, onde foram encontrados 36 animais. Parte deles apresentava ferimentos graves, como mutilações e lesões típicas de combates, sinais claros de dor e sofrimento prolongado.
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Além dos machucados, o ambiente onde os galos eram mantidos também chamou atenção: espaço reduzido, falta de higiene e ausência de cuidados básicos, como água limpa e estrutura adequada. Elementos encontrados no local indicavam a preparação dos animais para brigas.
A defesa tentou reverter a condenação, alegando falta de provas, mas a Justiça entendeu que o conjunto de evidências era consistente. Para os desembargadores, não se tratava de um caso isolado, mas de uma prática contínua de exploração.
Diante disso, a pena foi aumentada e o regime de cumprimento se tornou mais rigoroso. A decisão também afastou a possibilidade de substituição por medidas alternativas, destacando a necessidade de uma resposta mais firme diante da gravidade do caso.