A ex-tutora do filhote Antonieta foi denunciada formalmente nesta semana, pela 21ª Promotoria de Justiça do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), pelo crime de maus-tratos a animais. Na ação, a promotora Simone Cristina Schultz aponta que a conduta omissa e negligente da mulher submeteu a cachorra de apenas três meses a um intenso sofrimento físico, provocando lesões severas e risco concreto de morte após o animal ingerir cerca de 55 porções de crack dentro da residência da acusada, no bairro Jarivatuba.
Além de responder criminalmente pelos maus-tratos, o MPSC solicitou à Justiça a perda definitiva da guarda da cachorra e a fixação de uma indenização mínima de R$ 38.362,02. O valor destina-se a cobrir as despesas com o tratamento médico-veterinário e a reparar os danos morais e materiais causados ao animal.

A mulher também é ré em uma ação por tráfico de drogas. O crime veio à tona quando os veterinários que prestavam atendimento de emergência encontraram 48 pedras de crack presas no estômago da cachorrinha e acionaram a Polícia Militar. A ex-tutora confessou que usou a cachorrinha para esconder o entorpecente e que guardava mais 16 gramas de cocaína na casa para venda.
Apesar da gravidade da intoxicação, que causou convulsões, parada respiratória e exigiu internação em uma UTI veterinária, Antonieta se recuperou totalmente. A filhote agora vive em um novo lar, adotada pelo próprio policial militar que atendeu a ocorrência e realizou a prisão da acusada.
























