“Vendemos tudo e fomos”: família venezuelana emociona ao contar recomeço em SC
Após fugir da crise e da pandemia na Venezuela, casal chegou ao Brasil com os dois filhos pequenos e reconstruiu a vida em Brusque com ajuda da comunidade. Foto: Arquivo Pessoal
Por Equipe Jornal Razão·18 mai 2026·5 min de leitura·Atualizado há 3 meses
Foto: Reprodução
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A crise na Venezuela mudou completamente a vida deMaría del Carmen González Suárez, de 38 anos, e da família dela. Ao lado do marido, Nehemías Esdras Malavé Mosqueda, de 43 anos, e dos filhos Zoar Victoria, de 9 anos, e Airan Eleazar, de 6, ela deixou o país em busca de uma vida melhor no Brasil.
A história da família, atualmente morando em Brusque, foi contada ao portal O Município.
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Natural de Ciudad Guayana, no estado Bolívar, María conta que a crise econômica e a pandemia tornaram a situação insustentável. Segundo ela, faltava comida e o marido precisou trabalhar em dois empregos para sustentar a casa.
“Eu orava pedindo para Deus nos tirar dali. Quando surgiu a oportunidade de ir para a fronteira com o Brasil, vendemos tudo o que tínhamos, colocamos nossa vida em quatro malas e fomos”, relembra.
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Em 2021, a família chegou à cidade de Santa Elena de Uairén, na fronteira com o Brasil. Pouco tempo depois, familiares ajudaram com dinheiro para as passagens até Curitiba. Ainda durante a pandemia e com as fronteiras fechadas, eles enfrentaram uma travessia difícil, passando por trilhas, motos e até pulando muros para entrar em território brasileiro.
Após quatro meses no Paraná, María conheceu Brusque através de uma amiga e decidiu se mudar novamente com a família.
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“Quando chegamos aqui vimos que a qualidade de vida era muito melhor. Recebemos ajuda, doações e muito acolhimento. Eu sentia que Deus estava cuidando da gente”, afirma.
Hoje, vivendo no bairro Primeiro de Maio, a família segue adaptada à rotina brasileira. Apesar da saudade dos familiares que ficaram na Venezuela, María garante que não pensa em voltar.
“Muita gente pergunta se quero voltar, mas só volto se Deus mandar”, finaliza.