Policiais à paisana fazem dupla desmontar barricada em ponte após confronto com a PMSC em Palhoça
As imagens, registradas pela câmera do veículo de um motorista de aplicativo, mostram um policial militar e um policial penal em trajes civis obrigando uma dupla a retirar o material da pista.
Por Equipe Jornal Razão·22 ago 2026·5 min de leitura·Atualizado há 1 h
Reproducao
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A fila de carros parou em cima da ponte e ninguém sabia por quê. Dentro de um veículo de aplicativo, motorista e passageira só enxergavam movimentação à frente, na entrada do bairro Caminho Novo, em Palhoça. A câmera instalada no carro seguiu gravando e registrou o que os dois não conseguiam entender naquele momento: dois policiais à paisana enfrentando uma dupla de criminosos e obrigando os dois a desmontar a barricada recém-montada na pista.
As imagens mostram o material atravessado no asfalto e os homens retirando peça por peça, sob ordem dos policiais em trajes civis, um militar e um penal. A ponte é um dos acessos ao bairro e estava entre os pontos escolhidos pelos criminosos para fechar a circulação de veículos.
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Com a passagem liberada, o trânsito que estava completamente parado voltou a fluir. Só depois motorista e passageira souberam que o bloqueio fazia parte do desdobramento de uma ocorrência policial que corria ali perto.
O que provocou os bloqueios
A revolta do grupo começou logo depois de a Polícia Militar de Santa Catarina balear um criminoso em um ponto de tráfico na avenida Pereira da Rosa, neste sábado (22). Conforme a PMSC, o Tático do 16º BPM monitorava a venda de drogas no local quando houve o confronto. O baleado foi socorrido pelo Samu e levado ao hospital, e uma pistola .380 foi apreendida.
A reação veio em seguida. Criminosos atearam fogo em lixeiras e pneus e montaram barricadas em vários trechos do Caminho Novo. Guarnições de outros batalhões foram deslocadas para a região e trabalharam na contenção ao lado do Corpo de Bombeiros Militar.
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Entenda o caso
O criminoso baleado é Rodrigo Otávio de Oliveira Carvalho, de 19 anos, apontado pela PMSC como suspeito do “mata-leão” em um motorista de aplicativo em Florianópolis, em abril deste ano. Preso na época, ele voltou às ruas após atuação da “Advogata do tráfico”.
Naquele processo, a defesa dele foi assumida pela advogada Gabriela Vieira Serafin, conhecida nas redes como “advogata”. Em junho, ela mesma foi presa, apontada pelo Ministério Público como uma das lideranças do tráfico na Tapera, em Florianópolis. A defesa dela nega as acusações e ela responde ao processo em liberdade.
A Polícia Militar manteve guarnições em apoio no Caminho Novo depois dos incêndios, e o caso segue na delegacia de Palhoça.