“Aqui não é motel, caralho”: trilhas dentro de restinga viram rota de encontros sexuais em praia de Navegantes
Morador expulsa homens que estavam transando escondidos na vegetação em praia de Navegantes. VEJA!
Por Equipe Jornal Razão·3 mai 2026·6 min de leitura·Atualizado há 3 meses
Foto: Reprodução
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“Vamos embora, aqui não é lugar de ponto de encontro”: morador de Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina, filma vídeo expulsando homens da restinga da praia e a gravação viraliza nas redes sociais.
As imagens mostram o homem caminhando pela vegetação da praia e abordando pessoas que estavam escondidas no meio do mato. Em tom enérgico, ele determina que todos saiam do local e questiona a presença dos suspeitos na área.
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“Aqui em Navegantes é assim, vai dar uma olhada na praia, olha o que acontece. Chega e sai gente da restinga, vem te manjando”, narra no início do vídeo. Em seguida, ele se aproxima dos homens que estavam na vegetação e dispara: “O que estão fazendo aí, rapaziada? Vamos embora. Aqui não é lugar de ponto de sexo não, rapaz.”
A gravação segue com o autor das imagens expulsando os abordados para fora da restinga. “Bora, bora, bora, vamos. Está pensando o que é aqui? É motel? O que estão fazendo aí?”, afirma ele. Em outro trecho, o morador aumenta o tom: “Aqui não é lugar de ponto de encontro não, estão pensando que é o quê? Zona? Bora, vamos.”
Restinga sob denúncia
A faixa de vegetação que separa a praia da área urbana de Navegantes é alvo de denúncias recorrentes nas redes sociais. Moradores afirmam que o local virou ponto de encontros sexuais anônimos, com fluxo intenso de pessoas entrando e saindo da mata em diferentes horários do dia.
Reportagem do portal ND Mais publicada nesta semana descreveu trilhas abertas dentro da vegetação, que permitem o acesso a áreas mais fechadas. Segundo a publicação, a própria mata cria espaços encobertos, com árvores altas e entrelaçadas, o que favorece a permanência de pessoas sem serem vistas. O texto também aponta a existência de páginas na internet que indicam a restinga de Navegantes como ponto de encontros sexuais anônimos.
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Repercussão
Nos comentários do vídeo, moradores das proximidades relataram desconforto e cobraram providências do poder público. “Imagina pra nós mulheres que perdemos a liberdade de ir e vir. Caminhar na praia faz tempo que não vou”, escreveu uma seguidora. Outros pediram a retirada da vegetação ou rondas policiais frequentes na região.
Houve também quem criticasse a abordagem, apontando preconceito disfarçado de zelo público. “Não concordo realmente com isso. Porém, queria ver se fosse uma mulher, se ele não iria gostar também”, afirmou uma comentarista.
Até a publicação desta reportagem, a Prefeitura de Navegantes, a Polícia Militar de Santa Catarina e a Polícia Civil não haviam se manifestado oficialmente sobre as denúncias na restinga. O caso segue repercutindo nas redes sociais.