Jubileu de Esmeralda da Gráfica Telles

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04/12/2012 17:49

    É impossível falar da Gráfica Telles sem destacar a figura emblemática de um ícone da imprensa tijuquense, o sonhador Walmor da Silva Telles, um cidadão que participou de importantes momentos da história política do Vale do Rio Tijucas, Costa Esmeralda e, porque não dizer, de Santa Catarina. A história é longa, merece um dia ser contada em detalhes, mas tentaremos aqui abreviar os fatos para melhor compreensão dos leitores.
    Conta à história que a primeira tipografia tijuquense teria surgido por volta de 1885, resgatada no fundo do Rio Iguape, em São Paulo, depois que os seus antigos proprietários decidiram desafiar o governo imperial através de publicações eminentemente republicanas. O prelo e todo o equipamento da tipografia foram jogados no fundo do Rio e resgatados por um alemão de nome João Barthen Junior, que instalou aqui a sua tipografia. Em 1985 ele lançou o primeiro jornal da cidade, o “Campeão”, que também não teve vida longa. Dizem os historiadores que, depois do Rio Iguape, o maquinário trazido de São Paulo conheceu o fundo do Rio Tijucas. Puro atrevimento, é óbvio.


    Mais de 70 anos depois, certamente que com a passagem de outras indústrias gráficas, de pequeno e pequeníssimo porte, um grupo de amigos adquiriu a Tipografia Tijuquense, tendo como grande ideal a produção de um jornal de qualidade e bem informativo. Era uma sociedade formada por Walmor da Silva Telles, Sebastião Berlinck de Brito, Manoel dos Anjos, Lauro Vieira de Brito e Marco Aurélio Oliveira. Walmor Telles não era muito afoito a escrita, mas articulava e tinha facilidade em obter anunciantes. No período de 1963 a 1967, além de todos os demais serviços tipográficos, a Tipografia Tijuquense editou o Jornal “O Tijuquense”, um autêntico relato do cotidiano da cidade. O Jornal O Tijuquense era tão esperado quanto às missas de sábado à noite ou no domingo pela manhã.
    Com o passar dos anos aquele grupo de sonhadores foi seguindo outros caminhos, Walmor foi comprando a cota societária de cada um deles, e por fim se tornou o único dono da empresa, doravante denominada de Gráfica Telles. Foi preciso muita perseverança para levá-la a diante, a cidade vivia um longo período de recessão econômica, mas Walmor nunca pendurou a toalha. Os mais antigos certamente lembram-se dos projetos especiais para injetar recursos na empresa, como as folhinhas e calendários natalinos, os panfletos para anúncio de eventos sociais, esportivos recreativos, os almanaques e até os panfletinhos depositados nos balcões dos supermercados, farmácias, bancos, escolas, fórum, delegacia e outros pontos de grande aglomeração humana, com o propósito de comunicar falecimentos, agradecimentos dos familiares e convites para as missas de sétimo dia. Grandes eventos, cortes no fornecimento de energia elétrica e até visitas ilustres também usavam esse meio de comunicação.


A Gráfica Telles enfrentou períodos difíceis, a moderna concorrência da mídia eletrônica, várias enchentes, mirabolantes planos econômicos e até a saída do seu fundador, Walmor da Silva Telles, para assumir dois importantes cargos consecutivos: a direção da Rádio Vale (1986-1992) e a secretaria de administração do município (1993-1995). Mesmo assim, os filhos Ronaldo, Flávio e Fabrício tiveram paciência e competência para se manterem no mercado.
Hoje, com 12 funcionários e colaboradores, prestando praticamente todos os serviços do ramo gráfico, a Gráfica Telles é uma referência no setor em toda nossa região.

 

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