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Quinta, 14 de setembro

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ESPECIAL

Cauani sonha em ser médica

14 Setembro 2018 09:05:00

'Mãe, não tenho o que fazer. Você precisa esperar ela se entortar toda para depois fazer cirurgia'.

DRAMA. Mesmo sofrendo e precisando de ajuda, menina de apenas nove anos transborda carinho e amor

"Ter sua filha perfeita, ir a diferentes médicos e descobrir que ela sofre de um caso operatório é muito difícil". Este é o desabafo da mãe da menina Cauani, de Tijucas, que terá sua história retratada nesta reportagem especial do Jornal Razão.

Cauani sofre de escoliose idiopática e ficou conhecida em todo o estado depois que, sozinha, gravou um vídeo pedindo que divulgássemos uma matéria contando o seu sofrimento. 

A escoliose idiopática é a principal deformidade da coluna em crianças e adolescentes e afeta 2% das crianças e jovens. A doença geralmente aparece após os 10 anos de idade, afetando em grande escala a autoestima, pelo impacto que tem na imagem devido ao visível desalinhamento da coluna.

Cauani nasceu prematura, veio ao mundo com sete meses de gestação. Em janeiro de 2018 ela veio da praia com sua mãe e quando ela desembaraçava o cabelo da filha percebeu que a menina estava com um ombro muito inchado. Cleusa pensou que a menina tinha quebrado a clavícula, porém em consulta com médicos do P.A 24h e Hospital São José recebeu o diagnóstico de escoliose idiopática. Incrédulas, se deslocou com Cauani ao Hospital Infantil, em Florianópolis, onde recebeu a mesma informação:

"Mãe, não tenho o que fazer. Você precisa esperar ela se entortar toda para depois fazer cirurgia".

Elas buscaram outras clínicas, indo inicialmente em Blumenau. Depois, em Curitiba, encontraram esperança em tratamento. Como é necessário permanecer na cidade por um período de pelo menos cinco dias durante as consultas e exames, Cleusa não consegue arrumar emprego. A única renda delas é a pensão de um salário mínimo pago pelo pai de Cauani, valor insuficiente para as despesas da casa e do carro, energia, água, alimentação e outras contas. Por conta disso Cleusa organizou uma rifa que ainda não tem todos os prêmios e que ela vende pelas ruas da cidade.

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Cauani não pode caminhar muito, tampouco utilizar ônibus para locomoção. Além disso, utiliza um colete que visa diminuir a progressão da curvatura na coluna causada pela doença. Todavia, como ela engordou, o referido colete está lhe machucando e chega a cortar sua barriga. Com a divulgação feita nos últimos dias, o caso ganhou grande repercussão e mobilizou a solidariedade da população. Muitas doações foram feitas, inclusive a de um colchão terapêutico, recomendado pelos médicos. Cleusa não tinha condições de adquirir, porém agora começará a ser utilizado pela menina.

A maior dor é psicológica. Depois que começou a utilizar o colete, é vista de forma diferente pelas coleguinhas na escola. "Elas me largaram. Precisou ter uma conversa com as professoras para que voltassem a falar comigo", revelou a garotinha ao Jornal Razão.

Por conta de um desvio no quadril, ela não pode participar das brincadeiras. O colete evita de abaixar, ela precisa utilizar 23h por dia. Tira apenas para tomar banho e coloca de volta.

Questionada sobre seus sonhos, ela conta que quer ser médica, atriz e cantora. "Quero ser médica porque algum dia um médico vai me curar". Ela ainda deixa um recado para quem está preocupado com sua situação: "Um dia a coluna vai mudar, mesmo com ou sem cirurgia. Eu tenho muito esperança". E conclui:

"Tenho muito orgulho de minha mãe. Ela é uma mulher muito guerreira. Se um dia ela ficar doente, eu vou ser médica e vou curar ela".

Cleusa está vendendo rifas pela cidade. Vários blocos foram vendidos e agora elas buscam arrecadar recursos para custear o restante do tratamento.

Assim como em outras oportunidades, o Jornal Razão se faz solidário e irá acompanhar todo o desenrolar dos fatos. As doações e gastos serão expostos para que não haja qualquer má interpretação a respeito da arrecadação.

Como colaborar

Deposite qualquer valor em nome de Cleusa Coelho

CPF: 024.981.999-69

Agência 1795-013

Conta 21863.2

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Contatos pelo (48) 99839-9345


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