11/10/2017 às 18h18 - Atualizado em 11/10/2017 às 18h09

Construtores se mobilizam para evitar fim do programa Minha Casa Minha Vida

As recentes alterações anunciadas pela Caixa Econômica Federal (CEF) e a possibilidade de novas mudanças nas regras do programa Minha Casa Minha Vida estão preocupando empresários do ramo de construção civil e de toda a cadeia do setor do país. Segundo o coordenador do Núcleo de Construtoras e Imobiliárias da Acit/CDL em Tijucas, Pedro Pierezan, a situação é tão crítica que as entidades já estão organizando uma manifestação nacional a fim de chamar a atenção para o problema e pedir soluções imediatas.

"Nós, enquanto núcleo, estamos mobilizando toda a sociedade para uma manifestação pacífica no próximo dia 19 a fim de pedir uma resposta do governo e da CEF. O movimento é nacional e por isso, vamos promover aqui em Tijucas também. Não podemos deixar este programa ser extinto", diz.

Segundo ele, somente em Tijucas hoje mais de 400 unidades habitacionais seriam prejudicadas pela falta do financiamento, o que representa cerca de R$ 60 milhões em recursos que deixariam de circular na cidade. "Isso sem contar com as centenas de empregos que deixariam de ser gerados por estas obras e de todo o volume de produtos e serviços que não seriam mais comprados e contratados com a suspensão destas construções", diz.

Ele ainda explica que, além de novas mudanças que estão por vir, ainda existe o transtorno causado pelo atual bloqueio de recursos e assinatura de contratos. "Neste momento dezenas de contratos já aprovados estão parados na Caixa Econômica Federal a espera de liberação de recursos para serem assinados. Precisamos batalhar por esta liberação também", afirma. Como se não bastasse, ainda existe a preocupação por parte dos empresários quanto à possível extinção do programa caso seja confirmada a privatização da Caixa Econômica Federal, maior operadora do programa no país.

Em um manifesto publicado pela ACCA – Associação Catarinense de Construtores e Afins, em conjunto com a FENAPC – Federação Nacional dos Pequenos Construtores, revela a indignação dos Construtores, em particular os micro, pequenos e médios construtores de todo País. Segundo o documento, a classe movimenta mais de 2,5 milhões pessoas na cadeia produtiva da construção civil, sendo esta a principal responsável pela construção dos imóveis para o Programa. "Se esta situação permanecer, o povo brasileiro também estará perdendo com a falência de todo o segmento, tendo como conseqüência um aumento de mais alguns milhões de desempregados, além de prejudicar o caixa dos Municípios, que não receberão mais os importantes tributos com a paralisação das obras", diz o manifesto.

Movimento Nacional

No dia 19 de outubro entidades de todo o Brasil estarão mobilizadas em uma manifestação pacífica em frente às agências bancárias. Em Tijucas o movimento também será realizado e ficará concentrado a partir das 10h em frente à Caixa Econômica Federal. "Convidamos todos aqueles que se sentirem prejudicados por estas medidas a se fazerem presentes para manifestar nossa insatisfação. Precisamos ter a participação de construtores, corretores, profissionais liberais e até mesmo de cidadãos que pretendem adquirir imóveis pelo programa. Será um movimento pacífico, organizado e que precisa mostrar nossa união, nossa força. Contamos com todos neste dia", finaliza o coordenador do NCI de Tijucas.

Reunião preparatória

Na próxima segunda-feira (16) o NCI vai promover uma reunião com empresários associados à ACIT e CDL para repassar mais detalhes da situação e esclarecer a importância de mobilização para a manifestação do dia 19. O encontro está marcado para às 9h na sede da ACIT/CDL. Mais informações pelo telefone (48) 3263-7400.