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Sexta, 19 de julho

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PAIXÃO

Sonhando com os guaranis missioneiros

O amor de Indiara e Tiaraju

Por Christiane Mueller
A luz do sol caia no horizonte e o cheiro do orvalho, misturado com o de fumaça e erva mate secando, prenunciavam a chegada de uma noite estrelada. A lua, Jaci para os guaranis, ainda não tinha surgido, e as únicas luzes vinham das tochas espalhadas por todo o pátio, principalmente pelas fogueiras em frente às casas. Os homens quase em fila, retornavam de sua lida diária, das plantações que alimentavam toda a missão.
Em meio a predominante penumbra, num baile de sombras, sorrisos e burburinhos, de soslaio viu Tiaraju, cantando uma alegre canção. Seu sorriso a fez lembrar dele, quando ainda era uma criança, tentando os primeiros acordes na oficina de música, ou também as primeiras notas no grandioso coro regido pelo padre italiano Pietro.
A realidade a chamou de volta, lembrando-a que o dia do seu casamento estava prestes a chegar e que toda a Missão da Santíssima Trindade estava ansiosa por esse momento tão especial. O cabildo, ou a casa de reunião dos grandes caciques, já havia dado sua aprovação. As primeiras pedras do futuro lar já estavam sendo perfeitamente encaixadas umas sobre as outras. Apressou-se, e lembrou que tinha que visitar a avó na grande casa cotiguaçu, onde viviam apenas as viúvas e os órfãos.
Chegando lá deparou-se com a avó fiando cuidadosamente uma pilha de lá de ovelha, recém tosqueadas. Percebeu que dali sairia a sua roupa de matrimônio, como também a dos seus irmãos e parentes. Finalmente o grande dia chegara.
A missão parecia um mar de gente em polvorosa, talvez mais de 6000, todos de branco. Na chegada a grandiosa porta da imensa igreja, chorou, quando cânticos em latim eram entoados pelos seus irmãos "missioneiros", acompanhados por uma verdadeira orquestra, onde os agudos dos violinos se destacavam em meio aos tambores e chocalhos. Enfim, Indiara estava realizando o grande sonho de sua vida, casar com seu amado Tiaraju.
O amor de Indiara e Tiaraju
A partir desse momento uma nova família passaria a existir em meio a mais uma missão jesuítica paraguaia, com certeza abençoada por Deus, Tupã..."
Durante a noite, sons e luzes ocupavam todo o espaço. O cenário estava montado. Para nós que já conhecíamos o roteiro, bastou dar asas a imaginação e contemplar o grandioso espetáculo. Há quem diga que a vida e como um livro, quem não viaja só lê a primeira página.
Beijos da Chris.
Próximo trecho
Quem disse que o Paraguai não tem a festa da cerveja ou Oktoberfest? Chegaremos a região das Colônias Unidas, berço da colonização alemã no Paraguai, bem como de outras etnias, principalmente as vindas do Velho Continente.
Até breve.

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