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morte.

06 Julho 2018 19:00:00

ato de morrer; o fim da vida animal ou vegetal. termo, fim. destruição, ruína. grande dor; pesar profundo. se recorrermos aos nossos dicionários - neste caso, o bom e velho Aurélio - a fim de encontrar um significado para a palavra morte, não encontraremos muito mais que significados como estes. concisos, frios, objetivos.

ato de morrer; o fim da vida animal ou vegetal. termo, fim. destruição, ruína. grande dor; pesar profundo. se recorrermos aos nossos dicionários - neste caso, o bom e velho Aurélio - a fim de encontrar um significado para a palavra morte, não encontraremos muito mais que significados como estes. concisos, frios, objetivos.

a morte & o medo 

se, no entanto, lançarmos um olhar mais profundo sobre a questão, veremos que os questionamentos a respeito da morte são, na verdade, reflexões sobre a própria vida e o seu sentido. desse modo, poderemos ir além do distanciamento e da "frieza" das definições iniciais e admitir que a palavra morte está intimamente ligada à palavra medo.

tempos remotos 

o historiador brasileiro Júlio José Chiavenato, autor de um livro sobre o assunto, ressalta que o temor da morte como núcleo do medo humano persiste desde tempos remotos. tal temor faz com que o mesmo dicionário defina também a morte como uma "entidade imaginária da crendice popular, representada, em geral, por um esqueleto humano armado de uma foice com que ceifa as vidas".

imaginário coletivo 

profundamente enraizada no imaginário de coletividades, essa personificação da morte já acompanha o homem há muitos séculos. o linguista e filólogo Heitor Megale explica que essa representação, em suas múltiplas variações, invadiu o imaginário coletivo durante a Idade Média, entre os anos de 1150 e 1250.

terrível e reveladora 

a figura do esqueleto com a foice, além de terrível, é também reveladora. ela nos mostra o quão assustador pode ser para o homem o seu destino após a morte, esta desconhecida, sobre a qual não podemos afirmar nada de concreto. as diversas concepções existentes sobre a morte normalmente limitam-se a argumentos e hipóteses que não podem ser provados fora do campo biológico.

invariável 

além do desconhecido, a morte carrega ainda consigo o peso de ser invariável. trata-se de uma experiência que, embora relativamente - com toda as mudanças na maneira como atinge e é percebida por indivíduos e coletividades -, será comum a todos as pessoas.

a morte do outro 

quando falamos da morte, estamos inevitavelmente falando do outro. com exceção das metáforas e outras figuras de linguagem, é impossível afirmar "eu morri". tudo o que podemos afirmar, nesse caso, é: "ele morreu", "ela se foi", e assim por diante.

grande enigma 

e o destino do outro, após o seu passamento, torna-se um grande enigma, porque transcende os limites do mundo físico, da realidade palpável. para o sociólogo francês Jean-Didier Urbain, a imaginação, nesse caso, tem mais força do que a realidade. de acordo com ele, e numa ótica realista os mortos não existem, somos nós que os colocamos no mundo.

palavras

colocamos os mortos no mundo, de acordo com Urbain, por meio da linguagem, das palavras. o sociólogo afirma que "a morte existe graças às palavras, a morte é apenas uma palavra: não é um estado, nem um reino, nem um objeto nem um sujeito; vê-la é impossível. sem a palavra, a morte não existiria; nem tão pouco os mortos".

angústia 

com a intenção de entender ou atenuar a angústia surgida diante do desconhecido, o homem formula hipóteses quanto ao seu futuro após o perecimento. a tentativa de explicar a morte é, sem dúvida, o ponto de partida filosófico e um dos objetivos primordiais das religiões.

as religiões 

cada qual à sua maneira, as diferentes religiões - do latim re-ligare - pretendem tornar a unir algo que já esteve unido e hoje não está mais, no caso o homem e a divindade. pode-se afirmar então, que, entre as mais diversas religiões existentes, nenhuma deixa de apresentar suas "certezas" sobre a morte.

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