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divina devoção

25 Maio 2018 00:00:00

foi ainda na Idade Média, na transição entre os séculos XIII e XIV, em Portugal, que a Rainha Isabel de Aragão, esposa de Dom Dinis, instituiu o culto ao Divino Espírito Santo. o motivo teria sido uma promessa para pôr fim à guerra entre ele e seu filho, o futuro Dom Afonso IV.

gratidão

para expressar sua gratidão, Isabel teria mandado fazer uma cópia da coroa do reino, que teria no alto uma pomba branca. o objetivo era sair em peregrinação pelo mundo para arrecadar donativos que seriam destinados aos pobres.

tradição viva

expressão cultural e religiosa luso-brasileira, o culto ao Divino seguiu de Portugal para as ilhas dos Açores e da Madeira. posteriormente, chegou também ao Brasil Colônia. a tradição que se mantém viva até os dias de hoje, vem recebendo, ao longo dos séculos, as interpretações mais variadas.

Brasil afora...

em diversas regiões do Brasil, passa a fazer parte dos calendários de festejos anuais. nas diversas comunidades onde se faz presente, adquire contornos também diferenciados, conforme as características de seus cultuadores. quase sempre, apresenta características que unem, em seus festejos, o sagrado e o profano.

Pentecostes

a Festa do Divino Espírito Santo não possui data fixa. sua comemoração acontece sempre no domingo de Pentecostes, cinquenta dias após a Páscoa. na ocasião, é celebrada a vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos de Cristo. por isso, possui o nome litúrgico de Festa de Pentecostes, palavra de origem grega, que significa, simplesmente, "cinquenta dias". diversos textos sobre o Cristianismo fazem referência ao Dia de Pentecostes como o marco inicial da difusão do Evangelho.

a pomba

terceira pessoa da Santíssima Trindade, o Espírito Santo tem como símbolo principal a pomba branca. além de constituir um sinal do amor de Deus e expressar a paz e a esperança, é sinônimo de mensageiro. quase sempre, a pomba branca é retratada com sete raios ou sete fitas. é uma alusão aos seus sete dons: sabedoria, entendimento, ciência, conselho, fortaleza, piedade e temor a Deus.

a bandeira, o fogo, a água

outros símbolos do Divino Espírito Santo são a bandeira, o fogo e a água. com a bandeira, o sinal de fé e religiosidade é conduzido por toda a parte. sua cor é vermelha em referência ao sangue dos mártires cristãos. o fogo relembra o momento em que os apóstolos e Maria estiveram reunidos e sobre eles vieram línguas de fogo, no Dia de Pentecostes. a água, por sua vez, é símbolo de pureza e vida.

patrimônio cultural

em diversas regiões catarinenses os festejos do Divino continuam vivos e reúnem grande quantidade de pessoas. em janeiro deste ano, a celebração realizada pela Irmandade do Divino Espírito Santo de Florianópolis passou a ter o status de Patrimônio Cultural Imaterial de Santa Catarina. a Irmandade foi fundada em 10 de junho de 1773, com o objetivo de prestar culto ao Espírito Santo e preservar as tradições de origem açoriana. na capital do Estado, as festividades ocorrem de maio a julho, em diversos bairros da Ilha e do Continente.

novo impulso

no Litoral Norte, em Itajaí, a Festa do Divino é uma tradição que também mobiliza grande número de participantes. em Tijucas, as festividades ganharam novo impulso a partir da década de 1990, quando passou a ser promovida pelas comunidades.

vinde!

entre festeiros, irmãos, imperadores ou meros visitantes, a Festa do Divino atrai multidões. ao reunir elementos sagrados e profanos, por mais de sete séculos, mantém vivas tradições religiosas, culturais e artísticas. é momento de congraçamento, encontro e, principalmente, expressão de fé. vinde, Espírito Santo!


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