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Sexta, 9 de novembro

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PEDALA NARBAL 4

A epopeia de um conquistador

30 Outubro 2018 12:47:00

PERSEVERANÇA. Um pouco da história de uma criança órfã de pai que se tornou vencedor através do garimpo de lixo reciclável

R's!!! Este cabalístico número, a tríade, o meio, o bom censo, para nós representa outra coisa, uma filosofia de vida. Reduzir, reciclar e reutilizar.

E para uma pessoa em especial, a própria vida. Sefferson Staindorff deve sua vida a reciclagem e para tanto auto se denomina sucateiro, com muito orgulho. Se existiu a "Rainha da Sucata", interpretada pela global Aracy Balabanian, eis então o "Rei".  

Aos dois anos de idade perdeu seu pai. Sua mãe se viu obrigada a sair do campo com os filhos, buscando a esperança na cidade de Santa Maria. A falsa ilusão de melhoria de vida o fez cair rapidamente na realidade. E que dura realidade. Beirando a miséria, desde pequeno Sefferson se viu obrigado a recolher sucatas pela cidade, inclusive dentro de valas, coletando ossos para vender e tudo mais que pudesse render alguns trocados para o sustento da família. Sua mãe começou a fazer faxina e lavar roupa para os jovens do quartel do Exército da cidade mais militarizada do sul do Brasil.  

Percebendo toda a dificuldade que a família enfrentava para sobreviver, os "milicos" de Santa Maria passaram a ajudá-los. Foi aí que a grande guinada começou a acontecer. De sucata em sucata militar, Sefferson construiu não só uma das maiores empresas recicladores do estado do Rio Grande do Sul, como também um dos maiores museus de acervo militar da América Latina. Já estabilizado financeiramente, começou a garimpar mundo afora peças exclusivas relacionadas as forças armadas. Destaque para a imensa frota de veículos, muitos deles utilizados na Segunda Guerra Mundial. Sua paixão foi tanta que conseguiu comprar e colocar no pátio da imensa área dois Boeings 737 inteirinhos. A logística para trazer um deles de Porto Alegre levou mais de três dias. 

Imponentemente instalado no centro do pátio, a aeronave trazida da capital gaúcha transformou-se numa sala de cinema, com espaço de 72 lugares. Ali são exibidos filmes e documentários da Segunda Grande Guerra.  

Seguindo os passos 

Hoje toda a parte de reciclagem fica a cargo do filho e sócio Jefferson, que igualmente nutre a paixão pelo acervo militar como o pai. Neste lugar tivemos o prazer de compartilhar dessa linda história de vida com toda a família, com nossa Zoiuda (carro) literalmente instalada em meio a caminhões e tanques de combate. Surpreendentemente, em meio a um delicioso churrasco, regado à música nativista ao vivo, Pedro viu o pequeno neto Caio, de apenas dois anos, catando e amassando latinhas. Perguntou-nos o que ele estava fazendo. Sem pestanejar, Dona Dione, esposa e testemunha viva de toda essa linda história, falou que, assim como o avô, ele estava apreendendo a dar valor as pequenas coisas da vida. Caio amassava as latas para vendê-las ao pioneiro deste verdadeiro império econômico, histórico e cultural, o pai do seu pai, perpetuando assim uma utópica reciclagem sem fim.

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